quarta-feira, 29 de agosto de 2012

FILOSOFAR E SER CRIANÇA por Cecília Reis Maia

                           Publicação no PORTAL DA CRIANÇA - Agosto 2012

"A distinção entre as denominações Filosofia para Crianças ou Filosofia com Crianças parece-nos importante apenas como tomada de consciência daquilo que é ou deverá ser a prática filosófica com crianças."
Siga o LINK para o artigo.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

A Razão ao serviço da Vida ou a Vida ao serviço da Razão - a resposta de Ortega y Gasset

Na sequência do Café Filosófico de dia 23 sobre o papel da Razão na Vida, deixamos o contributo de Ortega y Gasset.

"Hoy vemos claramente que, aunque fecundo, fue un error el de Sócrates y los siglos posteriores. La razón pura no puede suplantar a la vida: la cultura del intelecto abstracto no es, frente a la espontánea, otra vida que se baste a sí misma y pueda desalojar a aquélla. Es tan sólo una breve isla flotando sobre el mar de la vitalidad primaria. Lejos de poder sustituir a ésta, tiene que apoyarse en ella, nutrirse de ella como cada uno de los miembros vive del organismo entero.
Es éste el estadio de la evolución europea que coincide con nuestra generación. Los términos del problema, luego de recorrer un largo ciclo, aparecen colocados en una posición estrictamente inversa de la que presentaron ante el espíritu de Sócrates. Nuestro tiempo ha hecho un descubrimiento opuesto al suyo: él sorprendió la línea en que comienza el poder de la razón; a nosotros se nos ha hecho ver, en cambio, la línea en que termina. Nuestra misión es, pues, contraria a la suya. A través de la racionalidad hemos vuelto a descubrir la espontaneidad.
Esto no significa una vuelta a la ingenuidad primigenia semejante a la que Rousseau pretendía. La razón, la cultura more geometrico es una adquisición eterna. Pero es preciso corregir el misticismo socrático, racionalista, culturalista, que ignora los límites de aquélla o no deduce fielmente las consecuencias de esa limitación. La razón es sólo una forma y función de la vida. La cultura es un instrumento biológico y nada más. Situada frente y contra la vida, representa una subversión de la parte contra el todo. Urge reducirla a su puesto y oficio.
El tema de nuestro tiempo consiste en someter la razón a la vitalidad, localizarla dentro de lo biológico, supeditarla a lo espontáneo. Dentro de pocos años parecerá absurdo que se haya exigido a la vida ponerse al servicio de la cultura. La misión del tiempo nuevo es precisamente convertir la relación y mostrar que es la cultura, la razón, el arte, la ética quienes han de servir a la vida."

El tema de nuestro tiempo, en «Obras completas», vol. III, Revista de Occidente, Madrid 1966-69, p.177-178.

Siga o LINK para a entrada sobre Ortega y Gasset na Stanford Encyclopedia of Philosophy.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Da prática filosófica sob o regime estético das artes e cumprimento do ethos filosófico - uma reflexão a partir da leitura de A partilha do sensível* de Jacques Rancière


- Pode a busca cooperativa de uma resposta ser pensada a partir do regime estético da arte de Rancière?

Propomos que o conceito de regime de arte enquanto modo de articulação do fazer, do ver e conceptualização dos anteriores e, em particular, o regime estético da arte como condição de pensabilidade e identificação das artes se apresenta como oportunidade para a revalorização das Novas Práticas Filosóficas, nomeadamente na sua dimensão de dinamização filosófica, ou seja, diálogos de matriz socrática realizados em situação, em público.
A emergência das (Novas) Práticas Filosóficas dentro do regime estético da arte afirma-se não enquanto ruptura mas fundamentalmente como decisão de reinterpretação do que faz a Filosofia e do que a Filosofia faz. Nesse sentido, as (Novas) Práticas Filosóficas são expressão de um tempo e espaço civilizacional anteriormente desvalorizado como a “parte não filosófica” da Filosofia.

- Pode o diálogo filosófico, na sua radicalidade e exigência de presença, à semelhança de uma pintura, escultura ou obra literária, abrir fissuras no consenso e obstaculizar a redução da política à polícia?

Defendemos que o diálogo filosófico não difere da obra de arte nas suas potencialidades de exigência de presença total do espectador/participante, na criação de rupturas que gritam pela sua exploração e doação de sentido e, por fim, a adequação do diálogo filosófico à abertura de múltiplas possibilidades.
O diálogo filosófico, enquanto performance colectiva incoreografável visível através da crítica argumentativa, põe em jogo todos os intervenientes (não há espectadores) e por meio da imprevisibilidade do agenciamento afirma-se como força de desestabilização, de crítica das pretensas evidências e cristalizações do senso comum, de criação e descoberta de novos conceitos e relações e de emergência de sentidos tributários da não intencionalidade colectiva.
Será este momento colectivo de constituição atómica e resultado não antecipável terreno fértil para a legitimação e suporte do que Rancière define como polícia? Não cremos. Pelo contrário, e em casos porventura excepcionais, porque trabalho de problematização e interrogação da actualidade, pode constituir-se como brecha ou semente de brecha na lógica de funcionamento da mesma. A produção de um novo conceito, a descoberta de contradições no discurso legitimador da polícia, o estabelecimento de relações até então invisíveis e não actuantes pode desconfigurar a ordem do sensível tida como natural.
Assim, a produção de litígios nascidos da prática filosófica é uma possibilidade e é possibilidade de introdução de um dissenso entendido como confronto das configurações instituídas pela polícia com algo inaceitável pela mesma: o sujeito político. Existe então a política, o confronto entre sujeito(s) político(s) e a ordem policial.
Desta forma, pensamos identificar o cumprimento do ethos filosófico identificado por Foucault e inscrito na tradição kantiana de um pensamento crítico que toma a forma de uma ontologia da actualidade. Mediante a abertura de um campo de possibilidades, o diálogo filosófico, como trabalho crítico de problematização surge como atitude, como crítica permanente da nossa era. Por um lado, é análise histórica dos limites; por outro lado, nasce a experiência que possibilita a sua ultrapassagem: a “crítica prática de uma transgressão possível”.

Nuno Paulos Tavares
Porto - Portugal                       
*
Rancière, Jacques - Le Partage Du Sensible, Edição/reimpressão: 2000, Editor: FABRIQUE, Coleção: Beaux Livres Lux
Rancière, Jacques - A partilha do sensível - Estética e política, Tradução de Mônica Costa Netto, Coedição: Editora 34/EXO experimental org., 2005 - 1ª edição; 2009 - 2ª edição (Acordo Ortográfico)

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

HORAS DE FILOSOFIA em São João da Madeira

Uma colaboração Ponto Zero e Enteléquia - Filosofia Prática®

O que acontece nestes encontros? Siga o LINK.
Rua do Dourado, nº 218, 3700-107 São João Da Madeira, Aveiro 
23 de Agosto - 5ª Feira

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Enigmas da Existência - um livro para quem questiona

Enigmas da Existência: Uma Visita Guiada à Metafísica, de Earl Conee e Theodore Sider
Tradução de Vítor Guerreiro; Revisão científica de Desidério Murcho; Lisboa: Bizâncio, Março de 2010, 272 pp
Uma introdução à Metafísica, acessível, competente e apaixonante, escrita por dois filósofos de primeira linha.  The Times
As questões da metafísica são das mais profundas e enigmáticas. O que é o tempo? Serei realmente livre ao agir? O que faz de mim a mesma pessoa que era em criança? Porque há algo em vez de nada? Será que sou realmente livre, ou tudo está determinado desde antes do meu nascimento?
Se alguma vez deu consigo a fazer algumas destas perguntas, este livro é para si. Tratando ainda da existência de Deus e da constituição última da realidade, este livro é um guia para quem gosta de raciocinar cuidadosamente sobre estes e outros temas da metafísica — incluindo o problema de saber o que é afinal a própria Metafísica.
Enigmas da Existência torna a metafísica genuinamente acessível e até divertida. O seu estilo vívido e informal dá fulgor aos enigmas e mostra como pode ser estimulante pensar sobre eles. Não se exige qualquer formação filosófica prévia para desfrutar deste livro: qualquer pessoa que queira pensar sobre as questões mais profundas da vida considerará Enigmas da Existência um livro provocador e aprazível.

Fonte: http://criticanarede.com/enigmas.html

domingo, 5 de agosto de 2012

SÓCRATES: quem? Foi SÓCRATES um bom professor?

Excerto de um debate contando com Oscar Brenifier, Walter Kohan e Mauricio Langón.

 
O debate teve lugar durante o II Encuentro Internacional de Práctica Filosófica no Perú,organizado pelo Instituto de Investigaciones del Pensamiento Peruano e Latinoamericano (IIPPLA) da Facultad de Letras e Ciências Humanas de la Universidad Nacional Mayor de San Marcos y la Sociedad Peruana de Consejería Filosófica y Práctica Filosófica.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

A tarefa do FILÓSOFO

«Nietzsche determinó la tarea de la Filosofía, cuando escribió: "Los filósofos ya no deben darse por satisfechos con aceptar los conceptos que se les dan, para limitarse a limpiarlos y darles lustre, sino que tienen que empezar por fabricarlos, crearlos, plantearlos y convencer a los hombres de que recurran a ellos. Hasta ahora, en resumidas cuentas, cada cual confiaba en sus conceptos como en una dote milagrosa procedente de algún mundo igual de milagroso”1, pero hay que sustituir la confianza por la desconfianza, y de lo que más tiene que desconfiar el filósofo es de los conceptos mientras no los haya creado él mismo (Platón lo sabía perfectamente, aunque enseñara lo contrario...).Platón decía que había que contemplar las Ideas, pero tuvo antes que crear el concepto de Idea. ¿Qué valor tendría un filósofo del que se pudiera decir: no ha creado conceptos, no ha creado sus conceptos?»

1.Nietzsche, Póstumos 1884-1885, Oeuvres philosophiques, XI, Gallimard, págs. 215216 (sobre «el arte de la desconfianza»)

Gilles Deleuze y Félix Guattari, ¿Qué es la filosofía? - Traducción de Thomas Kauf
Título da edição original: Qu'est-ce que la philosophie?, Les Editions de Minuit París, 1991